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A
actual Freguesia de Santo André, no Concelho do
Barreiro, tem origens históricas que remontam ao
lugar da Telha, referenciado em documentos do séc.
XVI do mosteiro de São Vicente de Fora.
No
séc. XIV e XV, o lugar da Telha constituía uma
zona predominantemente rural, tendo sido objecto de
emprazamentos feitos pelo convento da Graça de
Lisboa a diversos foreiros.
Nos finais do séc. XV começa a surgir um agregado
populacional, que
se desenvolve
no
século seguinte, acompanhado do seu respectivo
aumento demográfico.
Caldeira,
no séc. XIX veio constituir novo factor de
desenvolvimento populacional da Telha. A
acessibilidade fluvial da zona foi determinante para
a instalação desta unidade industrial.
O pólo de desenvolvimento emergente do
Estaleiro Naval alastra a toda a zona ribeirinha do
actual Concelho do Barreiro dando origem à fixação
de profissionais ligados à construção Naval nas
suas diversas artes.
Aqui se constituíram as Naus
que demandaram até às Canárias na descoberta do
caminho marítimo para a Índia, que foram
baptizadas na Igreja de santo André, na Telha.
No séc.
XIX o estaleiro é desactivado, o que leva a um decréscimo
da população. Nesta época, a Igreja de Santo André
é referenciada como importante ponto de deslocação
de peregrinos, o que não pode ser desligado da
construção de um Hospital, por iniciativa de um
dos párocos, mantendo a zona da actual Freguesia as
suas características rurais predominantemente
ligadas à produção vinícola.
Ainda
à poucos anos se produzia na Quinta das Canas
“Telha” os bons vinhos desta conceituada marca.
A
instalação de uma fábrica de pólvora na Quinta
do “Himalaia” Caldeira,
no séc. XIX veio constituir novo factor de
desenvolvimento populacional da Telha. A
acessibilidade fluvial da zona foi determinante para
a instalação desta unidade industrial.
No
mesmo séc. Foi instalada na Azinheira “Velha “
uma importante indústria de seca do bacalhau,
integrada na Parceria Geral de Pescarias, de
Bensaude & Cª. Com sede em Lisboa.
No
início do séc. XX o fluxo da população
nomeadamente oriundas do Alentejo e do Norte,
procurando trabalho nas unidades industriais que se
começam a implantar no Concelho do Barreiro, faz
surgir novos agregados populacionais ao redor das
antigas Quintas, cujas denominações ainda hoje estão
sedimentadas na consciência colectiva (Quinta da
Lomba, Quinta das Canas, Quinta dos Arcos).
O
desenvolvimento demográfico da zona da Telha atinge
a partir dos finais da década de 50, características
próprias de um núcleo populacional com características
autónomas que vieram determinar em 25 de Outubro de
1973 a recriação da Freguesia de Santo André
cujos limites vieram a ser alterados em 1985, com a
criação de novas Freguesias.
Agregado
populacional de fortes tradições democráticas, a
Freguesia de Santo André tem nas suas
colectividades de Cultura, Recreio e Desporto um
importante factor de participação colectiva e de
espaço de discussão e vivência própria, que se
inseriu activamente no processo de transformação
democrático vivido pela sociedade Portuguesa nas última
décadas.
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A
Freguesia de Santo André foi elevada a Vila em 21
de Junho de 1995.
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